segunda-feira, 23 de maio de 2011

O horror, o horror


É um truísmo, mas o ser humano é contraditório. Um masoquista, por exemplo: sentir prazer onde os demais sentiriam dor é no mínimo inusitado. Gostar de rúcula é outra coisa que não entendo, idem torcer para o Botafogo ou para o São Paulo (não, não é bullying, HC). Não faço aqui nenhum juízo de valor: apenas constato o quanto, dentro de toda sua complexidade, o ser humano nos surpreende, fugindo do usual. Aliás, caso faça um juízo de valor, será justamente para expressar minha satisfação, minha alegria, com todo esse pluralismo. É bom que haja masoquistas: é bom que haja pessoas que tirem prazer de onde outras não tirariam. Se todos gostassem de rúcula, que seria da alface?

Filmes de terror se inserem nesse contexto. Reparem: terror. Você vai ao cinema ou aluga o DVD (ou compra no pirata) para sentir...terror. Não é para suspirar apaixonadamente nem para gargalhar, muito menos para refletir sobre a vida; e sim para sentir medo.

Mas isso não é incrível?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Animais urbanos


Tenho falado por aí -Twitter, Facebook etc.- sobre um livro que estou lendo, "Walden" de Henry David Thoreau. Como qualquer pessoa, sou assim: quando algo me agrada, quero partilhar com o mundo. É mesquinho guardar um tesouro só para si (isso mesmo, avareza é pecado capital, amigo). Thoreau não é novidade para mim: em 2006, dediquei uma das primeiras postagens do meu antigo blog a ele. Mas pegar "Walden" (um livrinho fácil, encontrado em qualquer banca de jornal, edição da L&PM) é uma alegria enorme.

Sinto inveja de Thoreau. Nem que seja na pura fantasia. Construir com as próprias mãos uma cabana às margens de um lago, no começo da primavera, quando o degelo ainda está no início...Isso tem um efeito inexplicável sobre um sujeito urbano como eu, morador de uma cidade quente e caótica. É um chamado à SIMPLICIDADE, em maiúsculas mesmo, uma vida simples e singela- e mais verdadeira.

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